Não tenham pena *deste* comércio “tradicional”
No tradicional gesto que se me ocorre em cada 25 de Abril, lancei-me à demanda de um singelo cravo, para ornar minha lapela e mesa de trabalho.
Numa florista do centro pediam-me 2,5€ por cada cravo, em Kamppi 2,7€; na R. Runeberg (onde o 8 se separa do 3) queriam só 2€, mas näo havia em vermelho (foi pena!). Já perto de casa, novamente 2,5€.
Rebusquei os bolsos. Tinha esquecido o plástico e creditício cartäo, só tinha uma moeda de 2€. Mais 0,02€, mas esses näo säo aceites neste país.
Disse à menina “Olhe, só tenho isto. É pegar ou largar…” ao que ela replicou “Ai näo!”.
Pronto, ficamos todos a perder. Eu, porque fico sem cravo; ela, porque fica sem o vender.
Sim, da maneira como estava aberto, resplandecente, querendo celebrar convenientemente o dia inicial inteiro e limpo, pouco mais hipóteses teria de o vender.
Em termos económicos, a empregadita (talvez se fosse a dona da loja–vulgo “empresária”–a reacçäo fosse diferente… ou näo, que afinal estamos na Finlândia!) trocou a realidade de ganhar, digamos 0,5€ de lucro, pela expectativa de ganhar 1€ num futuro próximo.
Tá bem, abelha!
Se o dito cravo estivesse em botäo, ou pouco aberto, ainda concordaria, agora assim…
Desiludido, mas näo derrotado, acabei por entrar no Mercado-S aqui do “bairro”…
… pois eis que ao endireito das caixas, entre ramos sortidos de múltiplas flores, estavam molhos de cravos púrpuras, vermelhos, brancos, já compostos! Sabem a quanto? 3€!!!
Por acaso, a minha vizinha estava a pagar, e emprestou-me o “aéreo” remanescente.
Mesmo se tal näo acontecesse, estava a 2 minutos de casa, era um pulo até rectificar o meu pecúnio.
Neste momento tenho rubros cravos na lapela, na sala, na mesa de trabalho, no escritório.
Num total de 20.
Mal comparado, entre 1 cravo “grande” e 16 “médios” por 2,5€… o que escolheria o leitor?
Moral da história: com comércio tradicional assim…
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Comentarios
13 de Maio de 2008
E tu querias que a empregada tomasse a decisão de te conceder um desconto? Olha lá, depois o patrão ia-lhe pedir o dinheiro.
14 de Maio de 2008
O que eu queria era que o paträo fosse esperto o suficiente para pör um preço decente, dados os preços da concorrência a três passos…
Vê lá se em Täopeire as nossas patrícias näo arranjaram generosos descontos em suas compras! Quem diria, na Frioländia!
… agora näo sejas mauzinho, nem comeces a dizer que foi por causa da… simpatia das moças!
14 de Maio de 2008
Foi do acento, caraigu!