A “traiçãozinha” da selecção nacional
“Pai, porque não joga o Cristiano Ronaldo?” perguntou-me o J (7) durante o jogo com a Suíça. Menti-lhe: “ah, este jogo não é importante.” e tentei explicar-lhe que Portugal já estava apurado. Felizmente, J adormeceu no sofá antes do primeiro golo suiço.
Como emigrante, sabia bem que este era um jogo que Portugal não podia perder.
Se a mim não me animava qualquer desejo de desforra da vida para com os locais (antes calar as vozes que teimam em recordar o 1-4, do amigável no Bessa em 2002) compreendo que ser português na europa central não seja particularmente prestigiante e recordo-me de um recente episódio em que as autoridades educativas suíças carimbaram os portugueses como maus pais e educadores.
Quase tão importante como vencer a competitão, era, par muitos dos portugueses aí residentes, demonstrar aos nativos que poderemos ser tão bons ou melhores que eles nalguns domínios - ou talvez, convencer-mo-nos a nós próprios de que o somos. Afinal é só um jogo de futebol?
Não culpo particularmente o Scolari pelas mexidas na equipa. Fez o mesmo que outros, embora com menor matéria-prima. Portugal teve azar (bolas na trave), duplo azar (penaltis que o árbitro nunca marcaria no último jogo da equipa organizadora já desqualificada). E teve também falta de atitude, de empenho e de respeito pelo adversário e pelos emigrantes. Não ficará nada bem na história como a única vitória dos suiços no Europeu.
PS: durante o primeiro jogo de Portugal alguém falou numa gráfico do HS que apontava os portugueses como os preferidos dos finlandeses para vencer o Euro (quem gostaria que vencesse o Euro?, publicado na quarta ou quinta-feira anterior.) Se alguém tiver uma cópia e quiser partilhar com os leitores envie-mo por email, sff.
Bem vindo à LusoFin, comunidade virtual para os portugueses a viver ou interessados na Finlandia. Se ainda nao e membro registe-se ainda hoje e participe!
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Comentarios
7 de Julho de 2008
“Pai, porque joga o Cristiano Ronaldo?” não me perguntou-me a C (1) durante o jogo com a Alemanha. Mentir-lhe-ia: “ah, porque ele vai fazer algo que justifique chamarem-lhe o melhor do mundo.” e tentaria explicar-lhe que Portugal passava sempre à rasca com uma manobra do número 7. Felizmente, C já dormia e nem quer saber nada de futebol.
Pois, mas o 7 que milagrosamente nos safava sempre era o Figo… pronto, já entendi, não é só da camisola…
Com os suíços, também não culpo o Scolari pelas mexidas na equipa. É natural. Dá-se até a oportunidade do banco se mostrar, visto haver lá vedetas que se queixam de ficar à sombra dos “do costume”. Mostraram que não são opções.
No Euro2000, a “2.a equipa” deu 3 secos aos panzers e mandou-os pra casa. Agora, no único jogo em que Ricardo se portou bem, o resto andou a ver se o gel não escorria para o lado errado da tola…