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Trabalhar na finlândia?

Por Antonio a 15 de Outubro de 2008 em Emigrante, Finlândia, LusoFin, sociedade

Regularmente surgem questões no fórum sobre trabalho na finlândia. Leiam o tópico, e leiam sobretudo este que cito abaixo, se pensam emigrar para trabalhar na finlândia:

Aila Forsström of the cleaning company Sol, says that 80 per cent of the 550 cleaners employed in her district have foreign backgrounds.
The cleaners include engineers, PhDs, kindergarten teachers, bookeepers, teachers, dental nurses, interpreters, and one ballerina.

Surpreendido? Continuemos:

[A ministra da imigração] Thors ponders what is wrong in employment efforts: getting training mainly means sitting on courses. There is a tendency in Finland to look down on degrees from abroad, and language requirements are unreasonable.

Artigo completo no HS

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  • Comentarios

    1. Ok, mas o cenário não é negro… pelo que conheço a maior parte dos que para cá vêm conseguem trabalhar na sua área… é claro que o melhor é estar preparado/a para todas as eventualidades, mas nem toda a gente acaba nas limpezas :)

    2. Nem toda a gente acaba nas limpezas, mas há muitos que por aí têm de começar.

      O cenário é negro, SIM. Näo tenhamos veleidades nem ilusöes nem ingenuidade.

      Como uma sueca me disse há dias, a Finländia é o país com maior % de estrangeiros desempregados. Näo estäo habituados a trabalhar com estrangeiros, nem querem. Sintomático é um anúncio no EURES (”centro de emprego internacional”) de uma empresa química, a pedir, em finlandês, químicos analíticos com conhecimentos EXCELENTES de finlandês. É para gozar?

      Já viram quantos anúncios de oferta de emprego em inglês pedem EXCELENTE finlandâs como requisito, mesmo que se veja que um SOFRÍVEL basta?
      Chama-se racismo e hipocrisia, porque depois dizem com cara de santinhos “ai, nós aceitamos toda a gente…”.

    3. …à procura de uma nova experiência de vida e trabalho, e porque já tenho algumas afenidades com os países nórdicos, quer familiares, quer culturais, direccionei algumas das minhas pesquisas para o mercado nórdico, mais particularmente para a Suécia e Finlândia…

      Nos sites institucionais (e não só) é curioso ver que não só os anúncios são POUCOS, como também estão todos em Finlandês… Torna-se mesmo complicado perceber o que é pretendido, já que os ciber-tradutores que traduzam finlandês não abundam, ou são a pagunço… E quando conseguimos traduzir, mostram como factor de exclusão o conhecimento forte no finlandês.

      E é assim que a ideia de tolerância e aceitação é desmascarada, e ainda mal a pesquisa começou…

      Eu, qualificado e com vontade de trabalhar, que me sinto disposto a aceitar uma mudança de vida com todas as complicações de uma adaptação a um ambiente e cultura quase antípoda do meu, que tenho a vontade genuína de querer deixar valor acrescentado para onde for…
      …vejo-me assim “barrado”, não por fronteiras políticas nem monetárias nem ideológicas…

      …E mais frustração temos quando entendemos “que tipo de emigrantes” seguem para essas paragens.

      …Acho que vou mas é mudar-me primeiro para um país que esteja a ocorrer uma guerra civil (ou para o Martim Moniz, ao fundo da Almirante Reis). Depois, bronzeado e a cheirar a caril, com uma mulher com burka e uma dúzia de putos, “fujo” para aí a pedir asilo político… Acho que é a maneira mais eficaz de ser aceite na Finlândia…!

    4. Então e em Portugal, quando procuramos trabalho, também ficamos sentados à espera que o IEFP nos arranje solução?… E só respondemos a anúncio que surgem nos jornais?…

      Aqui não é diferente. Eu lembro-me que em 2004 quando vim à Finlândia fui ao IEFP local (Helsinki) e perguntei qual era a situação no mercado de trabalho para a minha área (design gráfico, webdesign). Disseram-me que o melhor era contactar directamente as empresas.

      Foi o que fiz. Mandei umas centenas de emails a autopropor-me para umas centenas de empresas cujos endereços arranjei na internet, sem conhecimento algum de finlandês… algumas das empresas se calhar nem tinham nada a haver com a área. Pois receberam o email na mesma…

      O que é certo é que ao fim de 2 meses arranjei trabalho. Ao abrigo do programa Leonardo da Vinci, mas arranjei!

      Pronto. Só queria partilhar, mais uma vez, a minha experência!

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