O orgulho da nação
Simplesmente genial: este cartaz dos fedorentos vale por todos os editoriais, artigos e posts indignados que se escreveram sobre o cartaz dos mentecaptos do PNR. Aliás, vale mais porque é este agora que ocupa o espaço central nas discussões e artigos, remetendo aquele para o lugar de onde nunca deveria ter saído: uma (outra) anedota, mas sem grande piada. Uma obra prima que me deixa orgulhoso destes portugueses.
É interessante constratar a forma como os media tratam este tipo de fenómenos em Portugal e na Finlândia: enquanto em Portugal caíram direitinhos na esparrela destes tipos que pretendiam chamar a atenção, por cá os “Verdadeiros finlandeses” são praticamente ignorados pelos media, apesar de estarem representados no parlamento. Ainda assim subiram de 3 para 5 lugares e viram o seu líder Timo Soini obter a terceira maior votação pessoal nacional no distrito elitoral do Uusimaa, o maior do país, a escassos 5000 votos do PM (19 e 24 mil, respectivamente). Refira-se que a linha deste partido é bastante mais branda do que aquela que é associada aos partidos de extrema-direita, o seu líder não se mostrava nada incomodado na missa de Natal, rodeado de emigrantes vietnamitas. Meninos de coro é o que são.
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Comentarios
6 de Abril de 2007
António, a maneira como os media portugueses reagem também tem a ver com a nossa frágil democracia, claro… e com as carências educativas dos eleitores, que encaixam como uma luva em mensagens como essa. Mas os Gato vêm desdramatizar as coisas, e pertencem a uma nova geração.
6 de Abril de 2007
Mas são os media e os blogues, supostos representantes do Portugal esclarecido, quem dá visibilidade a estes tipos!
6 de Abril de 2007
Sim, claro, eu não disse que não. Aquilo a que os nossos media dão visibilidade tem a ver com a fragilidade da nossa democracia, eles têm medo que “o povo seja influenciável” e caem na esparrela, ficam logo melindrados.