Faz agora 38 anos que um grupo de jovens foi a Lisboa dizer ao papäo que já näo governava.
Mas neste momento Portugal está a voltar aos tristes tempos da Ditadura. É a austeridade caritativa ao mesmo tempo que se querem destruir serviços públicos de maior qualidade que qualquer privado (exempo claro o da Maternidade Alfredo da Costa), é o desemprego galopante e apelos governativos aos novos para abandonarem o barco, säo os velho a morrer de doença e fome, 5.000 a mais por semana desde Janeiro. E pouco se vê disto na comunicaçäo social finlandesa, täo interessada que estava nos assuntos portugueses por alturas eleitorais.
É vender empresas públicas estratégicas a preços bem abaixo de mercado a empresas públicas… chinesas, é o caso dos submarinos e da Portucale (até um tal de Jacinto Leite Capelo Rego doou uns quantos milhöes ao CDS/PP.) provado como crime mas com os arguidos todos sem excepçäo a serem absolvidos. Entretanto na Alemanha o corruptor da Ferrostaal foi julgado e preso, e a quem ele vendeu (o actual Min. Negócios Estrangeiros) está em parte ausente.
E depois, nas ruas, a polícia mete agentes infiltrados (ilegais segundo a CRP) a provocar incidentes, para justificar a violência, e a mais recente do Intendente da PSP Magina da Silva que armado em Pina Manique declarou guerra aos mesmos portugueses que jurou defender. A situaçäo está crítica, porque se vê claramente que o pessoal chegou ao ponto de ruptura, as Primaveras Árabes ainda estäo frescas, e os poderes governativos se näo passarem a ser mais responsáveis fugiräo pelos telhados dos ministérios de helicóptero. E a Magina da Silva passará o que se passou com os PIDES em 1974 ou com a polícia tunisina e egípcia o ano passado.
Veremos o que dá este dia, esperemos que pelo menos deixem fazer deste dia um grande festa nacional. O povo que mostre que podem tentar tirar-lhe a liberdade, mas que ele a defenderá de escroques revanchistas salazarentos! 25 de Abril SEMPRE!
Näo consigo explicar a quem näo cá vive o quäo estranho me senti ontem à tarde, apenas e só porque eram 19:00 e eu estava na rua de calçöes, e näo se vislumbrava uma nuvem no céu.
Em média este Veräo esteve 2 graus mais quente que o normal. É obra. Já tivémos este ano mais dias acima dos 25 graus que… nos últimos 50 anos? Se näo, anda lá perto. Mas parece que ainda vêm mais dias desses! Credo, povo, já estamos em Setembro!
… entretanto hoje está encoberto… mais uma tempestade de Veräo a caminho? Ah, faz parte. Até prefiro que chova muito por pouco tempo, que pouco por muito tempo!
Estou-me a queixar? Nada. Só estou a estranhar! E até prefiro que o clima fosse sempre como neste ano, um Inverno a sério, com -20 e bastante neve, para brincar à vontade, e depois um Verão a sério, com +30. Para mim, é isso o ideal!
Os verdadeiros finlandeses deixaram de ser verdadeiros…Isto é, no nome. Pelo menos em inglês:
The opposition True Finns party, which made considerable gains in this year’s Parliamentary elections, decided on Sunday to change its official English-language name.
People with a knowledge of both Finnish and English have been aware of the difficulties of coming up with an English version of the party’s name. In Finnish, the party is called Perussuomalaiset; the first half of the compound word, Perus-, implies an adherence to basic, fundamental, and uncomplicated values, while the second part simply means “Finns”.
While it is generally recognised that the Finnish name successfully conveys a pithiness which appeals especially to the party’s main constituency, much of that would certainly be lost in any attempt at a very literal translation: “Basic Finns”, “Ordinary Finns”, or “Simple Finns”, and even “Rudimentary Finns” would all be reasonably accurate linguistically, but some time ago the party decided on “True Finns”, and the name has stuck in international usage, for instance by the media.
(Notícia no HS)
Deixaram de fora da lista “Regular finns“, possivelmente a mais lisonjeira das traduções…
E em português, irá a imprensa portuguesa adoptar o novo nome do partido, “Os Finlandeses”?
-You do know that I am Portuguese… -There’s a video camera in the roof… (…) No, I’ll trust you. Just leave the exam in my desk when you are done and make sure the door is locked when you leave.
A situação era, já de si, original. Por falha minha, perdi o segundo e último exame de IE. Repetir a cadeira parecia-me uma pena adequada ao meu desleixo, mas a ideia de ter de repetir todo o trabalho no próximo Inverno apoquentava-me. Perguntei ao professor se poderia ficar com esses trabalhos e participação creditados para o próximo ano - não custa nada tentar a sorte…
A resposta, por email, surpreendeu as minhas melhores expectativas: “You were very active during class and I appreciated your input to the course. I have a student taking an exam next week so you can have the info economy exam at the same time.”
Não sei qual a razão do outro estudante, mas desconfio que seria mais “normal”. Ele fazia um exame em finlandês. Encontra-mo-nos no seu gabinete na terça às 4 e o professor deixou-nos em paz. Ao fim de uma hora o outro aluno levantou-se e foi-se despedir do professor. Passados 5 minutos o professor veio, disse-me que se ia embora e deixou-me as instruções. Eu disse-lhe que precisava de 15 minutos e que tudo o resto estava na minha mochila
Como já devem ter percebido, eu só mexi na mochila no momento para sair. Apesar de ser bom aluno, tive em Portugal as minhas oportunidades para cabular e nalgumas delas…
Mas não aqui. Não por ser mais velho e adulto, o que alguns de vocês desmentirão prontamente, nem por a nota não ser assim tão importante, ou por o professor em causa ser uma forte possibilidade para orientador de tese.
Não. O professor confiou em mim. Tratou-me como alguém merecedor uma segunda oportunidade e da sua confiança, capaz de decidir por mim mesmo as minhas acções. Como poderia eu desbaratar esse voto com uma rápida vista de olhos pelos meus apontamentos? Mesmo que ele nunca o soubesse, um de nós sabê-lo-ia. Sem o querer, ele condicionou-me.
E é isto que os portugueses precisam de aprender - com a Finlândia, ou com outra qualquer sociedade mais evoluída. Precisamos de aprender a confiar em quem é digno dessa confiança, e sobretudo, a ser dignos dessa confiança. Mudar começa em nós e se queremos um Portugal melhor teremos de começar por trazer ao de cima aquilo que há de melhor em nós e nos outros.
Por mero acaso, este ano até na Finländia o 25 de Abril é feriado. Que se celebre condignamente, e que se aproveite para reflectir sobre o que se está a passar em Portugal. Os jovens näo vêm grande futuro, e para as famílias a única coisa que cresce säo os juros das dívidas.
Liberdade e barriga vazia näo combinam, e däo mau resultado…
Para debelar a cryse, congelam-se as pensöes dos reformados… mas näo se tocam nos ordenados milionários dos gestores público. Entretanto o Governo deu mais uma toleräncia de ponto, para segurar uns poucos de votos. É a esta gente que o contribuinte finlandês tem de emprestar dinheiro? Entäo näo se admirem da recusa, e parem de pintar os finlandeses como os “maus da fita”.
25 de Abril SEMPRE, Fascismo nunca mais! Incluindo, claro está, o fascismo económico, o tal que se esconde sob a capa da democracia, e que é a maior ameaça à liberdade!
Este fim-de-semana apercebi-me de que em Portugal correu o boato de que “a ajuda a Portugal foi o tema dominante das eleiçöes legislativas finlandesas”.
É certamente óptimo para a auto-estima de um país à beira do abismo (TBC ser “ajudado” pelo FMI) que se pense que se é o ponto fulcral na política de um país que, apesar de tudo, é avançado socialmente e desafogado financeiramente.
Lamento desiludir-vos. Portugal näo contou para o totobola.
Falou-se em Portugal? Falou, mas foi a cereja em cima do bolo. A verdadeira questäo nestas eleiçöes foi a política económica seguida nos últimos 4 anos pelos conservadores do Kokoomus, que aliás foi bastante fustigada internamente por um antigo ministro das Finanças e candidato presidencial do partido Niinistö. Porquê?
A “dieta do Estado” começou em 2007, em tempo de vacas gordas. Os cortes nos serviços públicos e nas prestaçöes sociais multiplicaram-se, mas (como nos EUA de Reagan e RU de Thatcher) o défice orçamental aumentou e disparou a despesa pública. O fosso social cresceu consideravelmente. O comum cidadäo näo deve ter reparado, porque o desemprego andou baixo e os salários foram crescendo alguma coisa, tanto que os conservadores passaram logo a 1.a força nas eleiçöes locais de 2008. A deriva neoliberal assim sufragada aprofundou-se, mas entretanto a crise mundial chegou ao país. Näo se criou margem de manobra em tempo de bonança (a tal crítica de Niinistö), entäo em tempo de crise a coisa corre mal. E os cortes sociais chegaram ao cidadäo comum, que de repente apercebeu-se que os ricos estäo mais ricos e os pobres mais desempregados. Esse foi o grande tema eleitoral.
Portugal entra ao barulho porque, ao mesmo tempo que o Governo anuncia cortes a eito nos serviços públicos e prestaçöes sociais “ai temos que poupar”, defende que se deve “ajudar os países em crise”. AHN? MEKÉ? Entäo andamos a apertar o cinto para oferecer o dinheiro poupado aos bancos e políticos mafiosos do Sul? Era só o que mais faltava! - diz o povo.
E parece que por Portugal se pensa que säo os populistas os únicos a näo querer emprestar. O que näo é verdade, já que neste momento NINGUÉM quer emprestar dinheiro a Portugal. A direita porque näo sabe se lhes pagam de volta, a esquerda porque acha que os bancos já levaram dinheiro a mais.
Näo é por ser para Portugal, é por ser para quem criou a crise. Eles nisso säo muito… ecuménicos.
Esta situaçäo foi sempre historicamente terreno fértil para populistas, e aqui näo se fugiu à regra: os “Verdadeiros Finandeses“* usam a retórica anti-emigrante, anti-UE, mas também anti-”velhos partidos” por via de um líder bem-falante e carismático, que é 95% do partido. A sua vitória é a vitória do voto de protesto.
De facto eles säo nacionalistas. Ao mesmo tempo defendem o Estado social, e por isso captaram muitos centristas e alguma esquerda descontente. Economicamente socialistas e socialmente nacionalistas. Nacional-socialistas, portanto. E é isso que eles säo, no fim de contas. Agora que os seus deputados têm de prestar contas se veräo as suas verdadeiras intençöes.
E por isso também já häo muitos dos seus eleitores arrependidos, ainda nem passaram 24 horas de terem votado…
Perguntaram-me hoje de Portugal se a vitória dos Persut me incitaria a sair da Finländia. Respondi claramente “Näo!”, era só o que mais faltava. A mim näo me metem medo, e esta vitória, repito, näo foi do partido, foi só do seu líder.
* Traduçäo minha. “Perus” em finlandês pode ser “verdadeiro”, “primordial”, “básico”, “elementar”. Mas a piada pode-se fazer usando o termo “básico” e “elementar” no sentido de “grunho“, que é o que normalmente um candidato deste partido verdadeiramente é!
No início do mês criei uma conta no Facebook para a LusoFin. A conta destina-se aos membros que preferem ser informados por esta via das mensagens novas no fórum e no blog.
Já existia no FB um grupo Lusofin mas não existe forma de colocar a informação a fluir automaticamente no grupo. Experimentei criar uma página mas a solução que encontrei não me agradou (a aplicação Notas).
O perfil no FB é actualizado automaticamente a cada novo comentário no fórum ou post no blog através da nossa conta no Twitter, que por sua vez é actualizada via feed/feebburner.
O objectivo do perfil, tal como do email e do feed, é levar a informação até aos membros e criar condições para que interajam activamente no nosso fórum. O futuro passa por criar condições para que os membros tenham uma presença mais activa no fórum.
Ps: Logo à noite decorre o habitual convívio da comunidade portuguesa. Se têm lugar façam por estar presentes à hora (19h). Se não fizeram reserva ou não podem participar podem-nos encontrar por Kamppi a partir das 22:30.
Na sua ediçäo de Segunda 27/09/10, O cirscunspecto Helsingin Sanomat referiu um estudo, a propósito do seu artigo sobre mitos da sexualidade masculina, que dá como tamanho médio da piroca francesa em repouso uns 10 cm, e que apenas 12% dos franceses têm-na maior que 16 cm em “estado activo”.
“Estou farto(a) de Portugal, da desonestidade das pessoas, da corrupção e de quem nos governa… Quero ir viver para a Finlândia!”
Assim rezam muitas das mensagens de pessoas que pedem auxílio no fórum. Por norma, não há muito que se possa fazer para os ajudar…
Quando as pessoas vêem para cá a fugir dos seus problemas e do país acabam invariavelmente por se desiludir com a Finlândia. Não só a vida não é fácil para quem vem de fora e não possui habilitações acima da média como este “paraíso” deixa muito a desejar quando comparado com as expectativas que se foram criando.
Culpa da Finlândia que tem um marketing de fazer inveja ou da pessoa que se deixa iludir pelo que lê no público.pt? Não vale a pena dissecar, o importante é ter expectativas realistas e aceitar que em todo o lado há imperfeições - aqui as pessoas convivem melhor com elas porque olham para o lado ou se deixam levar mais facilmente…
Se ainda assim está seriamente a pensar mudar-se para a Finlândia leia este tópico no fórum:
Os rebuçados peitorais para a tosse do Dr. Bayard são uma instituição já com 60 anos de vida. A receita porém, composta de açúcar, glucose e mel dissolvidos num chá de plantas medicinais, continua no segredo da empresa que os produz.
Até hoje. Eu revelo aqui a verdadeira essência dos rebuçados Dr. Bayard. Não só o sabor é o mesmo como é mesmo bom para a tosse:
À pergunta “Se nascesse hoje, que país lhe iria proporcionar a melhor oportunidade de viver uma vida saudável, segura, razoavelmente próspera e com capacidade de ascensão?” é bastante possível que Finlândia esteja entre as primeiras respostas, embora «também seja discutível que mereça o primeiro lugar.
Os próprios finlandeses se perguntam “como é possível?” - provavelmente não o fariam se o país estivesse cotado nos cinco primeiros. Estar entre os melhores faria perfeito sentido e seria quase natural. Agora, o melhor? Mal anda o mundo se isto é o melhor que a humanidade tem, dirão os mais cépticos.
O que a Finlândia não é, e isto é importante que os leitores que chegam aqui depois de lerem as notícias de hoje (o «estudo» da Newsweek foi publicado à 3 dias!) compreendam é que a Finlândia não é, nem de longe nem de perto, o país que lhe irá proporcionar a melhor oportunidade de viver uma vida razoavelmente próspera e com capacidade de ascensão enquanto EMIGRANTE.
É notícia hoje a morte de um “atleta” russa no campeonato do mundo de sauna, organizado em Heinola. A resistência na sauna é uma das muitas competições bizarras que se organizam por essa Finlândia.
Para lá do absurdo de uma competição destas a maior parte dos comentários que vi online debruça-se sobre a eventual sensibilidade de uma sauna a 110 graus, demonstrando a ignorância de quem comenta: para uma significativa minoria de finlandeses é perfeitamente natural fazer sauna a mais de 100 graus sem com isso criar quaisquer complicações para a sua saúde. A temperatura do corpo humano não sobe por aí além (1/2 graus) e o suor humano ajuda a manter a pele húmida.
Foram a duração desta competição (6 minutos) assim como o facto de ser lançado um litro de água de 30 em 30 segundos, ao invés de a cada 2-3 minutos, a fazer desta competição um autêntico forno humano.
As saunas finlandesas são normalmente aquecidas até aos 80 graus e a relação dos finlandeses com a sua sauna é especial. Sauna é uma palavra finlandesa e, na língua local, existe até um verbo associado: saunoa. Significa, naturalmente, fazer sauna.