Descobri ontem este Alfabeto, e a julgar pela reacção do público doméstico, que preteriu os habituais jogos a este fantástico Alfabeto cantado em português do Brasil (animação com som) vale bem a pena recomendar o sitio BEBELÊ- O ABC Inteligente. Para crianças e aqueles que aprendem o português como língua estrangeira.
Um outro alfabeto, este sem sotaque e a requerer clicks no rato e navegação, está no Sítio dos miúdos (opção Letras).
No passado coleccionei uma série de links sobre bilinguismo no meu blog.
São por demais conhecidos os excessos e excentricidades das estrelas da música pop rock. Ville Valo, o franzino vocalista dos HIM, poderá cometer uma proeza inédita para uma estrela de glam rock com estatuto de «sex-symbol»: está há um ano “em seco” (Vuosi ilman significa Um ano sem) e deu na segunda uma entrevista a um dos “jornais da tarde”, a anunciar ao mundo o seu celibato.
Para quem não sabe os HIM são ainda a principal exportação musical finlandesa, pese a presença de nomes como Nightwish e Rasmus. A sua presença nsa TVs e radios locais é incontornável e quase omnipresente; os languidos do rapaz são cada vez mais insuportáveis para os meus ouvidos.
É por isso que eu deixo um apelo às fãs da banda e/ou do rapaz: sacrifiquem-se pelo bem comum e quebrem o enguiço do moço. Talvez assim ele componha música que se possa ouvir.
“Pai, porque não joga o Cristiano Ronaldo?” perguntou-me o J (7) durante o jogo com a Suíça. Menti-lhe: “ah, este jogo não é importante.” e tentei explicar-lhe que Portugal já estava apurado. Felizmente, J adormeceu no sofá antes do primeiro golo suiço.
Como emigrante, sabia bem que este era um jogo que Portugal não podia perder.
Se a mim não me animava qualquer desejo de desforra da vida para com os locais (antes calar as vozes que teimam em recordar o 1-4, do amigável no Bessa em 2002) compreendo que ser português na europa central não seja particularmente prestigiante e recordo-me de um recente episódio em que as autoridades educativas suíças carimbaram os portugueses como maus pais e educadores.
Quase tão importante como vencer a competitão, era, par muitos dos portugueses aí residentes, demonstrar aos nativos que poderemos ser tão bons ou melhores que eles nalguns domínios - ou talvez, convencer-mo-nos a nós próprios de que o somos. Afinal é só um jogo de futebol?
Não culpo particularmente o Scolari pelas mexidas na equipa. Fez o mesmo que outros, embora com menor matéria-prima. Portugal teve azar (bolas na trave), duplo azar (penaltis que o árbitro nunca marcaria no último jogo da equipa organizadora já desqualificada). E teve também falta de atitude, de empenho e de respeito pelo adversário e pelos emigrantes. Não ficará nada bem na história como a única vitória dos suiços no Europeu.
PS: durante o primeiro jogo de Portugal alguém falou numa gráfico do HS que apontava os portugueses como os preferidos dos finlandeses para vencer o Euro (quem gostaria que vencesse o Euro?, publicado na quarta ou quinta-feira anterior.) Se alguém tiver uma cópia e quiser partilhar com os leitores envie-mo por email, sff.
Tirada com um telemóvel Nokia, eis a evidência da passagem do INEM pela Finlândia.
No meu blog fui um pouco mais má língua… mas aqui… vou ser mais imparcial
…no dia em que lhe deitarem fogo. O dito, associado à Universidade de Coimbra aplica-se aqui também à nordica Universidade de Oulu que recentemente criou novas placas sinalizadoras, com “tradução” em inglês.
Em alternativa, “em casa de ferreiro…” também seria um título apropriado. Imagem daqui.
Há medida que exercitamos a capacidade de observar à distância os nossos próprios actos e atitudes, ou pelo menos submetendo-os com a mesma intensidade ao crivo que aplicamos aos nativos, podemos notar em nós certos comportamentos menos positivos. A última decorreu há uma semana, num jogo de futebol.
De um lado Ibero americanos, do outro quase só nativos, 5 contra 5. À medida que novos candidatos foram chegando as equipas foram crescendo. O primeiro foi um finlandês, com aspecto de pro que pediu para jogar. “Espera um pouco, estamos 5 contra cinco”. “Isto não é para nenhuma taça” retorquiu mas esperou. Chegam dois adolescentes, um para cada lado. O nosso homem recebe indicações contraditórias e volta a mandar vir. Mais dois, sete de cada lado e este vosso amigo lembra-se de sugerir que uma das balizas fosse afastada. O nosso homem não percebeu e perante mais uma série de hesitações e indicações contraditórias acaba por se ir embora. “Nunca vi disto em lado nenhum”.
A nossa “competitividade” manifestava-se a cada lance duvidoso, a cada bola que cruzava o risco, a cada bola no braço ou braço na bola. Foi falta, é lançamento? Do outro lado preocupavam-se apenas em jogar e condescendiam em situações duvidosas.
Não quer isto dizer que não sejam competitivos, apenas que este não era o local para isso.
No tradicional gesto que se me ocorre em cada 25 de Abril, lancei-me à demanda de um singelo cravo, para ornar minha lapela e mesa de trabalho.
Numa florista do centro pediam-me 2,5€ por cada cravo, em Kamppi 2,7€; na R. Runeberg (onde o 8 se separa do 3) queriam só 2€, mas näo havia em vermelho (foi pena!). Já perto de casa, novamente 2,5€.
Rebusquei os bolsos. Tinha esquecido o plástico e creditício cartäo, só tinha uma moeda de 2€. Mais 0,02€, mas esses näo säo aceites neste país.
Disse à menina “Olhe, só tenho isto. É pegar ou largar…” ao que ela replicou “Ai näo!”.
Pronto, ficamos todos a perder. Eu, porque fico sem cravo; ela, porque fica sem o vender.
Sim, da maneira como estava aberto, resplandecente, querendo celebrar convenientemente o dia inicial inteiro e limpo, pouco mais hipóteses teria de o vender.
Em termos económicos, a empregadita (talvez se fosse a dona da loja–vulgo “empresária”–a reacçäo fosse diferente… ou näo, que afinal estamos na Finlândia!) trocou a realidade de ganhar, digamos 0,5€ de lucro, pela expectativa de ganhar 1€ num futuro próximo. Tá bem, abelha!
Se o dito cravo estivesse em botäo, ou pouco aberto, ainda concordaria, agora assim…
Desiludido, mas näo derrotado, acabei por entrar no Mercado-S aqui do “bairro”…
… pois eis que ao endireito das caixas, entre ramos sortidos de múltiplas flores, estavam molhos de cravos púrpuras, vermelhos, brancos, já compostos! Sabem a quanto? 3€!!!
Por acaso, a minha vizinha estava a pagar, e emprestou-me o “aéreo” remanescente.
Mesmo se tal näo acontecesse, estava a 2 minutos de casa, era um pulo até rectificar o meu pecúnio.
Neste momento tenho rubros cravos na lapela, na sala, na mesa de trabalho, no escritório.
Num total de 20.
Mal comparado, entre 1 cravo “grande” e 16 “médios” por 2,5€… o que escolheria o leitor? Moral da história: com comércio tradicional assim…
E para quem foi feito o 25 de Abril, senäo para as novas geraçöes?
Obviamente, esta entrada deveria ter aparecido ontem. Mas por obra e graça de algum “reaça” informático , o acesso ao blogue encontrou-se-me vedado.
Entretanto, no Parlamento, o PR mostrou-se “impressionado” com ignorância dos jovens sobre o “Dia da Liberdade” (ler aqui).
Está bem, sr. PR, ficam-lhe muito bem esses sentimentos. Entäo antes de tudo venha a terreiro e explique aos jovens porque tem engulhos de colocar à lapela a símbolo ulterior da Revolução que trouxe a liberdade a um país cinzento e atrasado.
A todos os portugueses, novos e velhos, da esquerda à direita.
É difícil explicar a um finlandês, por exemplo, porque é que só as pessoas mais “à esquerda” celebram esta data histórica (com vigor). Näo tanto porque a esquerda se tenha apropriado do 25 de Abril, mas porque a direita se tenha “desapropriado” dele. Na minha opiniäo, é isso que está errado. A direita deve deixar de ter vergonha e celebrar a vitória da liberdade contra a ditadura, lado a lado com a esquerda. A liberdade, afinal, deve ser um valor transversal à política!